06 de junho de 2026·Equipe Forbion

Tabela de preços por porte de veículo: quantas faixas criar, onde dividir e quanto cobrar de cada uma

Você cobra o mesmo de um Gol e de uma Hilux e desconfia que perde dinheiro no carro grande. Este é o passo a passo pra montar as faixas de porte, traçar os cortes e definir o valor de cada serviço sem que o carro pequeno banque o grande.

Por que o preço único faz o carro pequeno bancar o grande

Lavar um Gol e uma Hilux pelo mesmo valor parece simples e justo — até você fazer a conta. A picape consome mais shampoo, mais cera, mais pretinho, mais pano, e ainda toma mais tempo de box porque tem mais lataria, mais altura e mais detalhe. Cobrar o mesmo dos dois não é tratar igual: é cobrar de menos do carro grande e de mais do pequeno.

Na prática, quando o preço é único, o dono mira a média. Ele coloca um valor que dá certo no carro médio, e aí o hatch fica caro demais (e espanta cliente) enquanto o SUV e a picape ficam baratos demais (e comem a sua margem). O cliente da Hilux adora o seu preço — e tem motivo: ele está pagando o que seria justo para um sedan.

A correção é montar uma tabela por porte: faixas de tamanho de veículo, com um valor de serviço para cada faixa. Não é complicar a vida, é parar de subsidiar o carro grande com o lucro do pequeno. Este texto mostra quantas faixas criar, onde traçar os cortes e como definir o valor de cada uma.

Quantas faixas criar: comece com 3 ou 4, não com 8

O erro de quem decide cobrar por porte é montar uma tabela tão detalhada que ninguém entende — nem o cliente, nem o funcionário no balcão. Faixa demais vira confusão na hora de orçar e abre brecha pra erro. O ponto de equilíbrio para a maioria das estéticas e lava-rápidos é de 3 a 5 faixas.

Uma estrutura que funciona bem e cobre quase todo o pátio brasileiro:

  • Faixa P (Hatch / compacto): Gol, Onix, HB20, Kwid, Mobi, Argo — carro pequeno e baixo, menos lataria.
  • Faixa M (Sedan / SUV compacto): Corolla, Civic, Versa, Creta, Tracker, T-Cross — médio, o carro mais comum.
  • Faixa G (SUV grande / Caminhonete / Van): Hilux, Ranger, SW4, Compass, Commander, Kombi/vans — alto, comprido, muito mais trabalho.
  • Faixa Extra (opcional): caminhão pequeno, utilitário, carro rebaixado/esportivo, veículo muito sujo ou com pet — onde você cobra adicional sob avaliação.

Onde traçar o corte: separe por trabalho real, não por marca

O corte de faixa não é pela marca nem pelo valor do carro — é pelo quanto de produto e tempo aquele veículo consome de você. Um carro de luxo pequeno pode dar menos trabalho que uma van velha. O critério certo é: tamanho da lataria, altura (teto alto = mais esforço e escada), e área de vidro e roda.

Um jeito prático de descobrir onde cortar é cronometrar. Pegue uma semana e anote, por carro, quanto tempo cada serviço levou e quanto de produto saiu. Você vai ver os veículos se agruparem naturalmente em três ou quatro blocos de tempo — e é exatamente ali que mora o corte de faixa. Se o hatch leva 40 min de lavagem e a picape leva 70, eles não podem estar na mesma faixa.

Para tirar a dúvida no balcão, mantenha uma lista de exemplos por faixa (como a do tópico anterior) à vista. O cliente quase nunca discute quando vê o próprio modelo escrito na faixa — discute quando acha que o preço saiu da sua cabeça na hora. Modelo na lista = corte transparente.

Quanto cobrar de cada faixa: a tabela-base de exemplo

Definidas as faixas, falta o valor. A regra de ouro: parta do custo real do carro médio (faixa M) e ajuste pra cima e pra baixo conforme o consumo de produto e tempo de cada porte — não invente porcentagem redonda do nada. Quem grande consome mais, paga mais; quem pequeno consome menos, paga menos.

Um padrão de mercado que funciona como ponto de partida é trabalhar em degraus de cerca de 15% a 30% entre faixas, mas confirme com a sua conta de produto + tempo. Veja uma tabela-base só de exemplo (use os SEUS números, não copie estes):

Repare que o degrau é maior nos serviços técnicos: a diferença de produto e tempo entre um hatch e uma picape numa vitrificação é muito maior que numa lavagem rápida. Por isso o porte pesa mais em serviço de ticket alto — é onde cobrar errado dói mais na margem. Use a faixa Extra como válvula de escape: em vez de criar uma quinta e sexta faixa, deixe os casos fora da curva (van muito grande, carro nojento, esportivo rebaixado) com preço sob avaliação no balcão.

  • Lavagem completa — P: R$ 50 | M: R$ 60 | G: R$ 80 | Extra: sob avaliação
  • Higienização interna — P: R$ 180 | M: R$ 220 | G: R$ 290 | Extra: sob avaliação
  • Polimento técnico — P: R$ 300 | M: R$ 380 | G: R$ 500 | Extra: sob avaliação
  • Vitrificação — P: R$ 800 | M: R$ 1.000 | G: R$ 1.350 | Extra: sob avaliação

Como o Forbion ajuda nisso

O Forbion é o sistema de gestão para estética automotiva que registra o preço por porte de cada serviço e aplica o valor certo sozinho — na agenda, na loja online e no orçamento. Você cadastra suas faixas (hatch, sedan, SUV, picape) uma vez e define quanto cada serviço custa em cada uma; o sistema para de te deixar na mão de cobrar de cabeça a cada carro que entra.

Na prática isso fecha o buraco que este texto descreve. Quando o cliente agenda pela loja online e escolhe o modelo dele, já vê o preço da faixa correta — sem você ter que conferir comanda nem recalcular. No orçamento de ticket alto (polimento, vitrificação), o valor por porte entra automático na proposta enviada pelo WhatsApp. E os relatórios mostram o mix de serviço por porte, ajudando você a ver se as faixas e os cortes que você criou estão fazendo sentido ao longo dos meses.

Preço por porte já está no plano Essencial (R$ 79/mês), e o Pro (R$ 129/mês) acrescenta os relatórios pra quem precisa de mais. Dá pra testar 7 dias grátis, sem cartão — tempo de sobra pra montar a sua tabela por porte e ver o carro grande, enfim, pagar o que dá de trabalho.

Perguntas frequentes

Quantas faixas de porte de veículo eu devo criar?

Para a maioria das estéticas e lava-rápidos, de 3 a 5 faixas resolve: pequeno (hatch), médio (sedan e SUV compacto), grande (SUV grande, caminhonete, van) e uma faixa Extra opcional para casos fora da curva (carro muito sujo, van enorme, esportivo rebaixado) cobrados sob avaliação. Faixa demais confunde o cliente e o funcionário no balcão e aumenta o risco de erro. Comece com 3 ou 4 e só crie mais se a sua operação realmente precisar.

Como decidir em qual faixa um carro entra?

Pelo trabalho real que ele dá, não pela marca nem pelo valor do veículo. O que define é tamanho da lataria, altura (teto alto exige mais esforço) e área de vidro e roda. O jeito mais honesto de descobrir os cortes é cronometrar uma semana: anote tempo e produto gasto por carro e você vai ver os veículos se agruparem em blocos naturais de tempo — é ali que mora o corte de faixa. Mantenha uma lista de modelos por faixa à vista pra não discutir no balcão.

Quanto a mais devo cobrar do carro grande?

O suficiente pra cobrir o produto e o tempo extra que ele consome — não uma porcentagem redonda inventada. Um ponto de partida comum no mercado é trabalhar em degraus de cerca de 15% a 30% entre faixas, mas confirme com a sua conta de insumo e tempo de box. O degrau costuma ser maior em serviço técnico (vitrificação, polimento), porque ali a diferença entre um hatch e uma picape é muito maior do que numa lavagem rápida.

Não vou perder o cliente do carro grande cobrando mais dele?

Dificilmente. O dono de SUV ou caminhonete já espera pagar mais e geralmente nem questiona — quem reclama é justamente quem hoje está pagando barato por um carro caro de atender. Cobrar por porte deixa o preço transparente: quando o cliente vê o próprio modelo escrito na faixa, entende que o valor não saiu da sua cabeça na hora. Quem some por causa disso quase sempre era o cliente que estava custando o seu lucro.

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